O que é Transpessoal?

Você já sentiu uma identificação com algo maior do que você mesmo? Pode ter sido, por exemplo, num banho de cachoeira ou ao se deparar com uma paisagem de tirar o fôlego. Ou ainda, em algum momento quando você contemplou o mar.

Várias pessoas dizem ter experimentado uma extensão da identidade para além da individualidade, e com o propósito de atender a estes relatos, adotou-se o termo Transpessoal.

O que é Transpessoal?

De acordo com Walsh e Vaughan, Transpessoal caracteriza-se por ser uma experiência “em que o senso de identidade ou do eu ultrapassa (trans + passar = ir além) o individual e o pessoal a fim de abarcar aspectos da humanidade, da vida, da psique e do cosmo”. (Walsh; Vaughan, 1997, p. 17)

Sob o mesmo ponto de vista, para Pierre Weil, quem trouxe a Transpessoal ao Brasil, a Psicologia Transpessoal é um ramo da Psicologia especializada no estudo dos estados de consciência que lida mais especificamente com a “Experiência Cósmica” ou estados ditos “Superiores” ou “Ampliados” da consciência.

“Estes estados de consciência consistem na entrada numa dimensão fora do espaço-tempo tal como costuma ser percebida pelos nossos cinco sentidos. É uma ampliação da consciência comum com visão direta de uma realidade que se aproxima muito dos conceitos de física moderna”. (WEIL, 1999, p. 9)

Este potencial humano de ir além das fronteiras do ego e das limitações comuns de tempo-espaço pode ser alcançado tanto espontaneamente, como em relatos de sentir-se identificado com a natureza, quanto pela prática de disciplinas da consciência, como por exemplo, meditação, yoga, práticas de respiração e exercícios de relaxamento.

Quando surgiu a Psicologia Transpessoal?

O termo “Transpessoal” foi usado pela primeira vez na área da Psicologia em 1917, por Carl Gustav Jung, por meio da palavra überpersönlich, que significa suprapessoal. Porém, a Psicologia Transpessoal se desenvolveu enquanto escola na década de 60 junto com o movimento New Age nos EUA, por meio do pensamento de Maslow, tendo contado com a contribuição de nomes importantes, como Antony Sutich, James Fadiman, Stanislav Grof e Viktor Frankl. Criador da pirâmide das necessidades humanas, Maslow dizia que entre elas, o ser humano precisa transcender sua Psique (pessoal), conectando-se ao Todo, ou a outras realidades mais abrangentes (transpessoais).

A Psicologia Transpessoal, portanto, favorece a emergência dos aspectos mais saudáveis do indivíduo e vai além dos níveis de saúde e bem estar tradicionalmente reconhecidos ao incluir as experiências culminantes, o êxtase, as vivências místicas, o maravilhamento, a bem-aventurança, por meio do reconhecimento dos estados ampliados de consciência e a validade da experiência e da identidade transcendentais.

Leia também: O que as pessoas estão falando sobre a Psicologia Transpessoal?

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Referências:
WALSH, Roger; VAUGHAN, Frances. Além do Ego: Dimensões Transpessoais em Psicologia. São Paulo: Cultrix, 1997.
WEIL, Pierre. Lágrimas de Compaixão: e a Revolução Silenciosa Continua. São Paulo: Pensamento, 1999.

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Sobre o Autor

Sandrine Swarowsky
Sandrine Swarowsky

Desde que fui morar na Grécia em 2008, uma série de mestres e sincronicidades me despertaram para a dimensão espiritual. Isso me levou a uma crise vocacional e a partir disto a buscas que me levaram a um encontro extraordinário: o encontro comigo mesma, uma semente que venho cultivando e que vem crescendo e que, como toda grande colheita, é para ser compartilhada! Saiba mais em Autora.

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