Robert Happé deixa seu legado de amor e compaixão

Robert Happé, líder espiritual que dedicou grande parte da sua vida a despertar corações e à compartilhar o autoconhecimento, fez a passagem no dia 8 de agosto de 2020. Deixa para o mundo seu legado de amor, de compaixão e de cooperação

Em gratidão à sua vida e existência, compartilho com você um texto e um vídeo do TEDx com o pensamento precioso e amoroso de Robert Happé, para que suas sementes permaneçam vivas e brotem em nossos corações. ❤️

Boa leitura! 

Pensamentos de Robert Happé

“Para descobrir a nós mesmos, para despertarmos a nossa verdadeira identidade, é fundamental experienciar as coisas e aprender com elas. As experiências precisam ser vividas integralmente.

Nosso planeta foi criado para ensinar à alma o equilíbrio entre o mundo espiritual e o mundo físico. Muitos se esqueceram de que somos essencialmente seres espirituais com consciência criadora. Somente por meio do esforço combinado de todos aqueles que vêem com clareza, é que conseguiremos elevar o nível de consciência presente e, assim, tornar a Terra um lar mais leve.

Milhões de pessoas no nosso globo estão se tornando conscientes de que estamos vivendo em uma crise espiritual e ecológica. Uma reflete a outra. Como não fomos ensinados sobre o amor, não temos acesso ao amor que habita nosso eu interior; passamos então a desonrar a terra, os oceanos, os rios e os lagos, contaminando a atmosfera com gases venenosos, demonstrando pouco, ou nenhum amor pelas coisas vivas. Nossa falta de equilíbrio e de acesso ao divino está refletida em toda parte; os danos que causamos à Terra se constituem num dos espelhos mais expressivos desse fato.

O Universo e o mundo não existem por acaso ou pelo que as pessoas chamam de evolução natural, mas existem por força da intenção e do fogo criador de todos os seres vivos do Universo. Juntos, nós compomos Deus; cada um de nós tem habilidades, energia, desejos e amor. A questão é o que estamos fazendo com essas qualidades. Estamos compartilhando energia e ajudando a construir um mundo melhor para todos, ou estamos usando nossas qualidades para controlar o mundo ao nosso redor?

A vida torna-se mais aceitável, quando se sabe como ela funciona. Não há necessidade de julgamentos ou queixas, quando somos capazes de entender o que está acontecendo e por quê. Podemos, então, fazer escolhas que sejam satisfatórias para nós e para os outros. A lei vale, obviamente, para as situações agradáveis; elas também são magnetizadas, pertencem àquele que as atraiu.

Integração significa equilibrar as polaridades da experiência, encarar a situação e se permitir ser guiado pela intuição. Então, ao invés de fugir ou negar algo que esteja acontecendo, simplesmente observe e se pergunte: “como posso lidar com essa situação?” e coloque-se disponível para ouvir os ensinamentos que vem de dentro de você. Desligue-se do processo analítico por um momento e sinta cada aspecto da situação – a partir da intuição, você receberá informações sobre como agir.

Nossa intuição tem acesso à nossa verdade interior, que é nossa luz, e à nosso banco de dados

É no conforto que nosso eu interior pode nos oferecer, que encontramos recursos para equilibrar as polaridades. A ação de estar em quietude, observar o que acontece e decidir integrar as energias é o próprio ato da autopercepção consciente, que também é meditação.

Aprender a confiar é, pois, a chave. À medida que aprendemos a confiar nas orientações de nosso eu interior, também podemos confiar naqueles com os quais interagimos. Tornar-se conscientes da verdade é um processo por meio do qual nossa visão começa a abarcar mais e mais; através dele, também, percebemos que somos iguais a todas as outras pessoas de nossa vida e, assim, aos poucos, o quadro completo acaba por se revelar.

Quando a natureza sente que a valorizamos, ela amplia esse amor que lhe dedicamos, fazendo-o retornar a nós. A consciência de que todos somos um se revela em toda forma de vida que se sente respeitada; todos os reinos começam a se integrar quando nos comunicamos com eles através do coração. Em essência, nós sempre fomos partes uns dos outros.

Estamos todos conectados uns aos outros e com o todo da vida; cada ser e cada forma de vida, visível ou invisível, é parte de uma gigantesca obra de arte multicolorida. Nela encontramos os reinos mineral, vegetal, animal, dévico e o humano. Todos estão em unidade servindo uns aos outros. Todos são UM aprendendo, criando, nutrindo e curando uns aos outros, seja dentro ou fora da forma física.

Não existe morte; apenas mudança.

Os devas e os espíritos da natureza, ou seres elementais, trabalham juntos para materializar o plano físico.

Abrirmo-nos para esses mundos e começar um programa de comunicação seria de grande benefício para todos nós. Todos já sentimos o prazer de andar descalços na grama; vamos então deixar que a Terra saiba que a amamos. Ela não escuta de modo freqüente essa mensagem. Além disso, providenciem um cristal, qualquer quartzo serve, e sintam nele a presença da vida.

A alma viaja por meio do corpo do fogo ou corpo espiritual, que sustenta o amor e a criatividade.

A palavra consciência, na acepção que estamos utilizando, descreve a consciência que conhece a si própria como processadora dos dados que estão sendo percebidos. Subconsciência, por sua vez, refere-se ao movimento da consciência que não está consciente de si próprio.

Os pensamentos que percorrem a sua mente não são você. Você é aquele que está consciente desses pensamentos; é quem se move da consciência para a superconsciência, para o eu superior. É de extrema importância observar e examinar os pensamentos, porque isto nos ajuda no aprendizado de nos tornarmos conscientes.

Cada pensamento é como uma semente; no momento em que você pensa, você planta essa semente. Ela irá crescer, tornar-se uma árvore que, por sua vez, produzirá frutos e criará milhares de novas sementes. Isso acontece com o pensamento positivo e negativo. Logo, perceba que, ao pensar de maneira negativa, você cria escuridão, com a qual você mesmo terá que lidar.

A substância básica do nosso Universo é energia. Ela está sempre se movendo de um pólo para outro, num movimento constante de alternância que perfaz o fluxo ao longo do símbolo do infinito – representando pela figura do oito na horizontal.

A essência básica de nosso planeta é a polaridade; observe as polaridades que regem tudo o que existe. Quando você começa a reconhecer este fato e o aceita dentro da sua própria vida, aí você tem a chance de se movimentar livremente com o fluxo.

A alma pode ser melhor descrita como um campo eletromagnético atraindo energias para si. Ela se movimenta através do Universo com uma entidade curiosa, sempre aprendendo sobre a vida, através de vários planos dimensionais existentes.

A alma é como um centro com propriedades magnéticas, pois atrai e coleta experiências aonde quer que vá. Essas experiências, que se traduzem em informações ou dados, são, por sua vez, luz ou energia. É por isso que a alma é descrita como um ser de luz.

A continuidade do desenvolvimento está relacionada aos apegos. Se a alma não se apegar a alguma coisa, ela vai esgotando a energia que acumulou. Ela começa o aprendizado a partir de seu ambiente; aceita a programação imposta e se apega às pessoas, coisas e situações.

O desejo do poder está diretamente relacionado ao medo. Uma alma que tem medo sempre irá atrás do poder para se defender do poder de outras almas; temos assim uma situação na qual aqueles que estão com medo se protegem de outros que se sentem do mesmo modo.

A natureza da alma é aventureira, ela está sempre confortável, seja no plano físico, seja fora dele. Não existe a morte; só há mudança e continuidade da jornada. A vida não termina quando o corpo é abandonado; ao contrário, a alma entra no reino invisível e, em função da lei de atração, logo se encontra em companhia daqueles que amou anteriormente.

A alma veio ao plano tridimensional com o propósito de aprender a equilibrar e fundir sua imaginação criadora à mente, de modo amoroso e gerador de paz.

O amor existe dentro de nós; ele nos é inerente. Despertar deste plano é, essencialmente, tornar-se consciente da presença do amor e expressá-lo. Para realizar tal tarefa, necessitamos de um corpo físico. Por isso, muitas almas de grande luz decidem vir para a encarnação unicamente motivadas pelo propósito de ancorar essa consciência. Esse é um grande desafio!

Despertar é o nascimento de uma consciência mais expandida, mais holística.

Quando permitimos à mente descobrir as polaridades de nossos medos, as polaridades daquelas experiências que nos confundem, então ela encontrará a verdade de todas as coisas.

A criança é o arquétipo de espírito livre, o ser dentro do nós ao qual precisamos voltar nossa atenção amorosa. Esse arquétipo vive em cada um de nós, é o nosso mensageiro divino de vida e do amor, é a imagem da criança interior que anseia por experiências e por uma vida que tenha significado em si. E precisa de que possamos lhe dar oportunidade de expressar o que sabe.

Unir e fundir nossas diferenças é a meta para todos nós. Estamos aqui para nos reintegrarmos uns com os outros, no trabalho, nas escolas, em casa. Viemos aqui para, em conjunto viver, trabalhar, brincar, criar nossos filhos e para aprender, através desta variedade de experiências, sobre o respeito e a cooperação.

Quando um número maior de pessoas descobrir o significado maior de nossa presença neste planeta, isso provocará um despertar em massa, abrindo as portas a experiências da quarta dimensão para todos aqueles que quiserem explorar as novas oportunidades desse nível de consciência.”

Robert Happé nasceu em Amsterdã, Holanda. Estudou religiões e filosofias na Europa e dedicou-se desde então a descobrir o significado da vida. Estudou também Vedanta, Budismo e Taoísmo no Oriente durante 14 anos, tendo vivido e trabalhado com nativos de diferentes culturas de cada região onde esteve – Índia, Tibet, Camboja e Taiwan. Em seu retorno à Europa, sentiu necessidade de compartilhar o conhecimento adquirido e suas experiências de consciência em forma de seminários e workshops em países da Europa, na África do Sul, nos EUA, na Austrália, e no Brasil. A partir daí, trabalhou em várias universidades e com grupos de pessoas interessadas em autoconhecimento e desenvolvimento de seus próprios potenciais como seres criadores. Seu trabalho foi independente e desvinculado, sob todo e qualquer aspecto, de organizações religiosas, seitas, cultos e outros grupos.

Referência: CEE

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Sobre o Autor

Sandrine Swarowsky
Sandrine Swarowsky

Desde que fui morar na Grécia em 2008, uma série de mestres e sincronicidades me despertaram para a dimensão espiritual. Isso me levou a uma crise vocacional e a partir disto a buscas que me levaram a um encontro extraordinário: o encontro comigo mesma, uma semente que venho cultivando e que vem crescendo e que, como toda grande colheita, é para ser compartilhada! Saiba mais em Autora.

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