O que você busca para sua vida?

Você já parou pra pensar o que você busca para sua vida? Isto é, além de nascer, viver e morrer? Além de acordar pra trabalhar todos os dias para pagar as contas? Então, se eu lhe pedisse para desenhar num papel, com lápis de cores coloridos, o que você busca para a sua vida, como seria o seu desenho?

Em primeiro lugar, é importante que você lembre que não importa a sua habilidade com os traços, cores e formas. O ato de desenhar pode levar você além da razão. Por isso, os desenhos se mostram uma ferramenta disponível para acessar o seu subconsciente (e também a sua supraconsciência). Deixar aquilo que há de mais íntimo emergir, com menos interferência do intelecto.

Portanto, se você parar por um instante e começar a desenhar, o que verá no papel? Experimente. Desenhe. Imagine. Alguma imagem de luz, Sol, amor, coração, natureza, família, flores, equilíbrio, conhecimento, bem-estar? Provavelmente sim. Você desenharia uma busca genuína por mentira, inveja, medo, violência? Possivelmente não. O ser humano busca, em essência, tudo aquilo que costuma estar associado com o que é “belo”, “prazeroso” ou “positivo”.

O que essa busca tem a ver com o pulso de transcendência

Vivemos numa dimensão de dualidade entre pólos opostos. Nesta dimensão, temos, por exemplo, o positivo e o negativo, o calor e o frio, o dia e a noite, o masculino e o feminino, o bem e o mal. Por isso, é importante frisar que escolher o “positivo” é também escolher o “negativo”, pois um não existe sem o outro. Afinal, não há como nascer sem morrer, assim como não há luz sem a escuridão.

Dito isto, convido você a fazer a seguinte reflexão: seria o seu desenho ou a imagem que você desenhou, um retrato da natureza humana de apegar-se ao prazer e negar a dor? Primordialmente, é justamente neste ponto que podemos evidenciar a pulsão de transcendência inerente ao ser humano. O que isso quer dizer, Sandrine? Quer dizer que se você estivesse satisfeito com a dualidade em que vive, estaria em busca da luz e da sombra, do amor e do medo, do nascimento e da morte. Porém, não é isso que vemos acontecer na prática. Em geral, o ser humano está programado para buscar apenas um dos pólos entre as duas polaridades. E isso pode trazer frustração ou sofrimento. Portanto, podemos dizer que o ser humano está em busca de um estado além desta turbulência de pares opostos. E este estado além da dualidade é alcançado por meio da transcendência.

A transcendência leva ao estado de consciência não-dual, é a Luz Maior (representada pelo “Sol”), é o Amor (representado pelo coração) aqui iniciadas em letras maiúsculas pois estão relacionadas ao Absoluto (que está além da dualidade), onde o observador é o observado. Ao estado que não conseguimos sequer descrever em palavras, uma vez que a linguagem também é dual.

Como isso se conecta com você

Se você já sentiu um vazio dentro de você e tentou preenchê-lo de alguma maneira, você provavelmente entrou em contato com a sua pulsão de transcendência. Ela está latente dentro de você e quando floresce, você vive uma experiência fusional. Nessa experiência de fusão há uma integração entre ego e Cosmos, que leva a uma percepção diferente da realidade, uma vez que há uma integração entre os aparentes opostos complementares.

E se lá no fundo, cada um de nós estiver buscando, em essência, a mesma coisa?

Você já pensou nisto?


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Sobre o Autor

Sandrine Swarowsky
Sandrine Swarowsky

Desde que fui morar na Grécia em 2008, uma série de mestres e sincronicidades me despertaram para a dimensão espiritual. Isso me levou a uma crise vocacional e a partir disto a buscas que me levaram a um encontro extraordinário: o encontro comigo mesma, uma semente que venho cultivando e que vem crescendo e que, como toda grande colheita, é para ser compartilhada! Saiba mais em Autora.

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