O que é Kundalini?

De acordo com o historiador Christopher Wallis, temos somente um livro acadêmico sobre o que é kundalini, originalmente escrito em francês por Lillian Silburn. Este livro cita fontes primárias importantes, mas de acordo com Christopher, por conta de Lillian Silburn não ser fluente em sânscrito, ela não entendeu suas fontes tão bem quanto se poderia desejar. 

Há muitos livros não acadêmicos disponíveis sobre kundalini. O que vamos tratar nesse post é sobre o que esse termo significa no tantra clássico na visão do historiador.

De acordo com Christopher Wallis, o significado original de kundalini só é recuperável por um fluente em sânscrito. A grande maioria das fontes que falam sobre kundalini não são traduzidas e nem são publicadas em sânscrito, muito menos em inglês. O que significa dizer que existem apenas na forma de manuscritos. É por isso que não há um livro sobre o que é kundalini no tantra clássico, exceto em sânscrito. Na ausência disso, há muita especulação e proveitos financeiros deste termo na cultura espiritual contemporânea.

O que não é Kundalini

Antes de levar você para as profundezas das fontes originais, é importante destacar o que não é kundalini.

Você já deve ter ouvido sobre Kundalini Yoga, certo? Pois é importante esclarecer que o que se ensina nos estúdios de ioga com o nome de “kundalini yoga” é uma prática não herdada, mas criada por Yogi Bhajan, como defende este artigo acadêmico de Philip Deslippe. A Kundalini Yoga de hoje quase não tem relação com o que é ensinado como Kundalini Yoga nas fontes sânscritas.

É importante ressaltar que, se você se beneficia desta prática e funciona para você, ótimo. Mas é importante que você saiba que se alguém disser que esta prática tem um estilo pré-moderno, isso não é verdade.

Muitos professores apenas repetem o que ouviram e aderiram, mas não há origem pré-moderna para esta versão moderna de kundalini yoga. Também não há semelhança com o que se encontra nas fontes tântricas sob o nome de Kundalini Yoga ou em associação com a palavra kundalini ou qualquer um de seus sinônimos.

Então, o que é Kundalini Yoga?

Vamos trazer aqui a perspectiva de um historiador que não está interessado em afirmações feitas com base em um dogma ou no que professores imediatos afirmam. Mas no que podemos realmente demonstrar como verdadeiro por meio de evidências, ou seja, pesquisas baseadas em evidências. 

Considere que quase todas as evidências para o período pré-moderno são textuais e esses textos são prescritivos em vez de descritivos. Ou seja, não temos textos sânscritos descrevendo quais experiências as pessoas estavam obtendo. Em ocasiões muito raras, nós os temos, mas quase em sua totalidade eles são prescritivos.

Isso significa dizer que estão descrevendo o que você deve fazer na prática de kundalini yoga. Não há dados sobre o quanto funcionou e quantas pessoas foram iluminadas e liberadas e quantas pessoas enlouqueceram, por exemplo. Isso não sabemos ao certo.

O que sabemos é que a tradição se tornou tão influente e difundida que ensinamentos e práticas que não eram eficazes não sobreviveram por muito tempo. A tradição tinha uma reputação de mantê-la por várias centenas de anos, e ela tinha a reputação mais exaltada de qualquer tradição em toda a Ásia.

Kundalini é uma doutrina tântrica

Então, vamos lá. Nas fontes tântricas originais, como o texto kaula e shakta que são muito antigos, encontramos o primeiro uso da palavra kundalini seguido de perto por seu uso no kalotara, que é um tipo de texto shaiva mais de direita.

Isso significa que temos duas correntes principais da tradição. Temos a de esquerda não dualista de adoração à deusa e então temos a corrente de direita mais dualista ou pluralista de adoração de um shiva. Isso é uma simplificação, mas temos essas duas correntes primárias e em ambas a palavra kundalini ocorre pela primeira vez no século VII e não temos uso anterior da palavra em qualquer outra fonte.

Em outras palavras, kundalini é uma doutrina tântrica, não é encontrada sob esse nome ou qualquer outro nome em qualquer fonte pré-tântrica. Portanto, Kundalini é originalmente 100% um ensinamento tântrico. Estaremos falando sobre os textos e tradições do shaivismo nos quais o conceito de kundalini aparece primeiro e depois aparece no budismo tântrico também, o qual não será abordado aqui. Olharemos para os textos do shaivismo nos quais o termo abrange ambas as origens shaiva e shakta

O verdadeiro significado de Kundalini 

Começaremos por um verso fascinante de um texto de adoração à deusa, que significa:

“kundalini não é outra senão ou é proclamado como a fonte do mundo inteiro, a yoni criativa, o útero ou, mais literalmente aqui, a fonte do mundo.”

Esta é uma definição. Vemos a palavra “prakirtita” definida como “proclamada”. Assim, kundalini, desde o princípio, tem um escopo muito maior do que as pessoas pensam, porque kundalini é apenas um nome para a matriz geradora do universo, a própria deusa. A Yoni criativa, a fonte do mundo.

Seguindo, na segunda linha, obtemos algo muito importante:

“a kundalini é a fonte da tríade de shaktis: as três shaktis primárias e a fonte de todas as letras, a fonte de todas as letras sânscritas, e a fonte da linguagem de forma mais geral, desde o início.”

Então não temos apenas esta vaga concepção de kundalini como um nome para a deusa e a fonte de todo o mundo, mas também temos uma concepção mais específica da origem da kundalini como um poder fonêmico ou linguístico e mântrico.

Kundalini, um poder fonêmico

É muito importante que no tantra clássico a kundalini esteja sempre relacionada ao poder da linguagem ou ao poder subjacente à linguagem, o poder pelo qual a linguagem existe e opera. Então, qual é essa tríade de shaktis? Ela é incorporada e expressa como as três vogais primárias da língua sânscrita cuja sonoridade equivalem ao nosso A I O. 

A – É o poder da consciência, aquilo que é a base de ser, aquilo que é insuperável, aquele que é o contexto para tudo 

I –  O poder da vontade ou o impulso criativo. 

O – O poder do desdobramento, o qual é um termo poético para o poder do insight 

De qualquer maneira, o importante é que kundalini dá origem a todas as letras, sendo que letras não é a melhor tradução porque seu significado está mais relacionado à oralidade. É uma concepção oral e não escrita. Ela dá origem a todos os fonemas, às unidades fundamentais da linguagem.

Quando olhamos o lado shaiva, no texto kalotera, Kundalini também é um poder fonêmico. Portanto, em todas essas fontes antigas, kundalini é um poder fonêmico.

Agora, veja um verso particular que ocorre em muitos textos diferentes e não sabemos sua origem, pois sua fonte foi perdida e permanece misteriosa. É um verso que ocorre em muitos kaula, ou seja, textos do tipo de esquerda de adoração à deusa. O verso é o seguinte:

“alguém que experimentou a imersão em rudra shakti devido à descida do poder superior e à contração do poder inferior, essa pessoa é verdadeiramente sábia”

Este verso nos leva a mais um conceito importante – a descida de kundalini – que vamos aprofundar a seguir.

Duas kundalinis

No tantra clássico é fundamental entender que temos a doutrina das duas kundalinis. Uma kundalini superior no topo da cabeça que precisa descer e uma kundalini inferior na base do corpo, frequentemente associada à energia sexual que precisa subir. Ambas kundalinis precisam se encontrar e se fundir no canal central e se tornarem uma só kundalini. Então temos esta concepção fundamental de que a condição humana natural seja um pouco desintegrada, e que a integração primária, no sentido mais básico, seja unir a kundalini superior e a kundalini inferior.

É importante observar que no hatha yoga esta doutrina foi perdida e nós apenas temos a ideia de um poder adormecido na base do corpo ou na base da coluna que precisa subir e alcançar o topo da cabeça.

A partir do ponto de vista de esquerda do tantra que adora a deusa não-dualista, a articulação do hatha yoga sobre a kundalini está desequilibrada e talvez perigosa em certo sentido, porque esse movimento ascendente que é transcendente em sua forma precisa ser equilibrado no yoga tântrico clássico pelo movimento de descida para a encarnação. 

Ou seja, aprender a uni-lo e integrá-lo com o impulso de dizer sim à existência corporificada. Isso é absolutamente fundamental, do ponto de vista do kaula. Se você estiver falando apenas sobre uma kundalini subindo e não uma kundalini superior descendo, isso é um problema do ponto de vista da tradição original. Talvez por isso algumas pessoas considerem o despertar de kundalini potencialmente perigoso.

A descida da Kundalini

Então vamos voltar ao verso. Há dois compostos causadores aqui, precisa haver uma descida da kundalini superior. O verso diz que a kundalini superior precisa descer e a kundalini inferior deve ser contraída ou comprimida. Na verdade, não diz ascender. O que se tem em mente aqui é uma prática iogue de uma espécie de concentração de energia na base, na parte inferior da barriga e na raiz do tronco. Essa concentração cria uma pulsação que enviará naturalmente a energia pulsando para cima. Ou seja, você não precisa tentar arrastá-la para cima, que é o que tendem a ensinar em sistemas baseados em hatha yoga.

Então diz que se você puder criar as condições para a descida da kundalini superior e para esta compressão e pulsação da kundalini inferior, você experimentará rudra shakti samaveisha, que significa imersão no mais intenso poder da consciência desperta. Rudra shakti aqui significa literalmente o poder de Deus. Também é um termo especializado onde rudra se refere a algo feroz ou intenso, então a energia divina intensificada na qual você está banhado, está infundido, você está imerso nela, devido a essas duas práticas ou experiências primárias de kundalini. E só então você se torna uma pessoa verdadeiramente sábia, no qual o termo pandita não tem nada a ver com sabedoria intelectual, mas com a visão sobre a verdadeira natureza da realidade.

O despertar da kundalini

O despertar da kundalini expande o centro, o âmago do ser e, assim, a pessoa experimenta a felicidade natural e inata da consciência, a alegria de estar consciente. 

Para ativar essas duas kundalinis, de acordo com a tradução de Christopher Wallis das escrituras originais, a kundalini superior deve ser estimulada através da prática de ucchara. E então precisará ser trazida para baixo assim que for ativada. A kundalini inferior é estimulada através de uma prática sexual específica em seu texto, mas também é estimulada em práticas não sexuais, em outras fontes. 

Em seguida, temos uma frase misteriosa que fala sobre nutrir a kundalini inferior e esticá-la, e aqui chegamos a um fato muito importante de que a própria palavra kundalini significa também “enrolada”. É um “poder enrolado”. E isso se refere, no sentido mais básico possível, ​​nesta kundalini yoga original à pausa para respirar. A pausa no final da inspiração e a pausa no final da expiração. 

A ideia é que você possa realmente fazer com que a kundalini superior e inferior circule para cima e para baixo em cada respiração. Uma vez que você as tenha ativado, então você deseja trazê-las para o canal central e subir e descer com elas. 

A importância das pausas (retenção)

Já existe uma pulsação natural da respiração e é claro que a maioria das pessoas não reserva um tempo para fazer uma pausa entre as respirações. Mas, se você pausar, a energia do prana shakti se enrola em antecipação da próxima fase da respiração. 

Na inspiração acontece que, para inalar, o diafragma tem que se mover para baixo e você pode notar que seu nariz está mais alto que seus pulmões. Portanto, a inspiração é o prana descendo, você sabe que seu peito sobe com a inspiração. Algumas pessoas ficam confusas e pensam que é contra-intuitivo que a inspiração desça. Mas é como se você tivesse uma jarra vazia e despejasse água naquela jarra vazia. A água está descendo e ainda assim o nível da água está subindo. É o que acontece na inspiração. 

De qualquer maneira, o ponto é que a respiração entra e desce até a barriga. Então, se você pausar a energia da respiração, o prana shakti se enrola abaixo do umbigo. Se você pausar um pouco mais do que parece natural, esse enrolamento se intensifica em antecipação à expiração. A expiração então estica o que está enrolado e então você expira e faz uma pausa e no final da expiração a atenção está focada no terceiro olho. Então, você termina a expiração, faz uma pausa com a atenção no terceiro olho e há um enrolamento paralelo em antecipação à inspiração.

Espiral e a serpente

Originalmente no yoga tântrico, a kundalini não tinha relação com uma cobra ou uma serpente além de que havia uma comparação à prasukta bujaga kriti. Isso significa que se tivesse uma forma visual, pareceria uma serpente adormecida, uma vez que as serpentes dormem enroladas, em uma espiral em seu buraco. No tantra clássico nós não vemos esta associação de cobra exceto em termos desta metáfora visual ou, similarmente, da espiral da kundalini ser como uma serpente adormecida que tem uma forma enrolada.

O que kundalini significa literalmente é “aquilo que tem uma espiral” ou “aquilo que tem uma bobina”. Então, a última peça do quebra-cabeça é esta. Há mantras de kundalini, como os mantras kundalini bija que tem uma forma “enrolada”. Isso requer mais pesquisas, mas é possível que “espiral” ou “enrolado” seja também um código à forma da escrita original dos principais mantras que começam com “h”, cuja sonoridade se assemelha ao “r” em português.

Meditação da Kundalini

O que você realmente faz nesta prática, é que quando você termina a inspiração, deseja convidar a energia para o canal central. Geralmente a inspiração é pensada para que desça pelo canal esquerdo (ida) e a expiração suba pelo canal direito (pingala). Mas você quer que a expiração suba pelo canal central (sushumna), o que não acontece naturalmente. Então você tem que fazer algo especial para fazê-la entrar no canal central. Uma vez que você entende, é muito simples. Você está inspirando até a base, fazendo um suave mula bandha, que é popularmente associado ao hatha yoga, mas que já existia no yoga tântrico clássico.

Nesta pausa respiratória, você intensifica a energia, quer esteja sentindo-a no umbigo ou abaixo do umbigo no kanda, o chamado chakra secreto. Então você está permitindo que essa energia se enrole na parte inferior da barriga com a tensão de prender a respiração. Está vibrando e concentrando-a na parte inferior da barriga no mesmo local do Hara ou Tan Tien no Taoísmo. E unindo essa energia da respiração enrolada com a chave kundalini bija da sua linhagem, que será um desses mantras começando com “h” que você recebeu de seu guru. Ao segurar essa energia ali, em algum momento ela se solta, a espiral se estica e libera pra cima no canal central.

A importância do mantra

Assim, você permite que essa energia suba até a cabeça e você a vibra como um mantra sonoro com ressonância tão simétrica chamada “nada”, que é um mantra vibrando na cavidade nasal. Isso se torna o que chamamos de “nada suchi“, uma agulha sonora que perfura esse nó psíquico no centro da cabeça ou logo abaixo do centro da cabeça chamado “grunhido maya”. Esse nó psíquico é o que impede você de ver a verdadeira unidade das coisas nesta teoria iogue. 

Então você vibra o mantra ali intensamente enquanto a agulha sonora perfura o nó um pouco mais a cada vez até você chegar a esta grande abertura. Agora você tem acesso à energia da kundalini superior que reside eternamente no topo da cabeça. Você pode trazê-la para baixo e fundi-la com a kundalini inferior até que você tenha uma só kundalini se movendo no canal central.

Qual é a consequência de despertar a kundalini?

Você finalmente está, para colocar de forma muito simples, totalmente vivo. Você atinge uma vitalidade tão vibrante, vívida, completa que o que sua vida anterior parece para você é um sonambulismo ou que você era um zumbi. É somente quando as duas kundalinis se unem e se movem no canal central que você pode experimentar esta vivacidade absoluta, plena consciência e plena presença em comparação com o que você pensava ser a vitalidade. Por isso, é fascinante.

Chaves da kundalini reveladas

Para finalizar, vamos dar uma olhada em dois versos de uma fonte do tantra que mostrou a chave para o mistério. Após a introdução, onde a deusa diz para Bhairava (forma intensa de Shiva): 

“Ei, já ouvi toda essa teoria, eu quero que seja prático, o que realmente fazemos aqui, Bhairava?

E ele responde com a primeira coisa que sai de sua boca:

“A deusa suprema constantemente se articula como o fluxo da respiração que dá vida. Prana, a expiração subindo, e Jiva, a inspiração, descendo. Pausando nos dois lugares onde esses dois movimentos surgem e preenchendo esses pontos com consciência silenciosa, permanecemos no estado de plenitude interior.

O outro verso complementar a este e absolutamente crucial para a compreensão da estrutura do texto:

“o prana sai na expiração, o jiva, a força vital, entra na inspiração e formam uma mola enrolada pelo poder da vontade. Esta grande deusa estende e alonga pelo mesmo poder que ela, kundalini, é o lugar mais alto da peregrinação, tanto transcendente quanto imanente.”

Então, novamente, o que você realmente faz é tão simples quanto isso. Você está inalando até a base, deixando a energia se acumular com uma pausa na respiração, retendo a respiração por assim dizer. Porém, é mais como uma tensão criativa dinâmica de pausa na respiração.

É por isso que é importante que você não feche a garganta, que seria a maneira mais fácil de prender a respiração. Mantenha a garganta aberta. Mantenha também o rosto, cabeça e pescoço relaxados. Com o poder do diafragma você retém a respiração e então vibra a sua kundalini bija no ponto daquela tensão criativa, a energia acumulada na parte inferior da barriga ou na base do corpo. Então você a libera enquanto o mantra sobe pelo canal central pousando e vibrando na cavidade nasal. Deixe-o abrir todo esse centro até que o topo da sua cabeça pareça estar fundido com o universo infinito. Então você precisa se ancorar novamente. Você precisa puxar toda essa energia cósmica para baixo na inspiração, realmente conscientemente aterrando e vá até a base. Essa é a descrição da prática na visão de Christopher.

Semelhanças entre o Yoga tântrico clássico, Hatha Yoga e Budismo

Nas fontes de hatha yoga observamos semelhanças. Você já ouviu falar da fusão do sol e da lua ou a fusão de prana e apana. A fusão do sol e da lua é a frase-chave no hatha yoga e isso foi extraído do yoga tântrico.

Esta fusão significa o mesmo: a inspiração está associada à lua, ou seja, você está trazendo a inspiração para a base e então o sol deve nascer, e o sol é a expiração. A expiração solar que aquece e a inspiração lunar que resfria. Mas você está segurando a energia, você não está deixando isso acontecer, então o sol e a lua se fundem.

A lua é o fim da inspiração e o sol é início da expiração. Esses dois bindus, o branco e o vermelho se fundem na base do corpo porque você está retendo a inspiração ao final dela, quando está prestes a expirar. Assim, do encontro do bindu branco e do bindu vermelho, você obtém uma espécie de laranja. E isso é fogo. Então esse é o fogo que sobe pelo canal central, e também aqui é onde nos sobrepomos muito ao budismo.

Sol, lua e fogo são a chave e vemos essas frases repetidas vezes. Elas são um código para lua como inspiração, o sol como expiração e o fogo é o que acontece quando você funde as duas respirações e a energia sobe pelo canal central. De modo que o bindu lunar é o término da inspiração, o bindu solar é o início da expiração. Você os mantém juntos e então direciona a energia em um caminho diferente pelo canal central, sushumna nadi, o caminho da graça.

Recomendações

Para saber mais sobre kundalini e o tantra clássico, recomendamos os livros de Christopher Wallis, “O Tantra Iluminado” e “The Recognition Sutras: Illuminating a 1,000-Year-Old Spiritual Masterpiece”. Você pode comparar seus conhecimentos com o do clássico livro “Kundalini: The Energy of the Depths” de Lillian Silburn sobre Kundalini.

Para ter acesso a conhecimentos frutos deste despertar e a uma meditação capaz de despertar a kundalini, conheça o e-book “Como Ser Feliz Pra Sempre” e se inscreva no curso online “21 Dias de Reconexão Transpessoal“.

Sobre o Autor

Sandrine Swarowsky
Sandrine Swarowsky

Desde que fui morar na Grécia em 2008, uma série de mestres e sincronicidades me despertaram para a dimensão espiritual. Isso me levou a uma crise vocacional e a partir disto a buscas que me levaram a um encontro extraordinário: o encontro comigo mesma, uma semente que venho cultivando e que vem crescendo e que, como toda grande colheita, é para ser compartilhada! Saiba mais em Autora.

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