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O que aprendi com Dulce Magalhães

dulce magalhaes

A vida e cada aspecto dela é a materialização do nível de consciência de cada indivíduo. Dulce Magalhães trouxe um conceito que levo pra sempre comigo, de que somos “remédios”, medicina que ajuda a curar ou ajuda a matar, de que somos a cura e o mal do mundo.

Isto nos leva ao âmbito das escolhas, também daquilo que a cada momento escolhemos pensar e relembrar e de que forma isto afeta nosso corpo físico. De alguma forma, o pensamento também é remédio, medicina que ajuda a curar ou ajuda a matar, que pode ser a cura e o mal do nosso próprio mundo interior.

Dulce também me lembrou da importância de ter uma relação saudável com a doença nossa e dos outros, dos nossos familiares, e a lembrança de que toda doença serve ao propósito de expansão da consciência. O próprio princípio da doença para a cura é do que se utiliza a homeopatia.

Ela também me abriu para uma nova percepção da palavra juízo, integralmente atrelada ao mundo da dualidade, sendo a tradução do julgamento do certo e errado. E trouxe a lembrança de que morremos porque somos mortais, não por causa das doenças, acidentes, etc, e que sendo tudo impermanente, a morte também é.

A mestra Dulce Magalhães apresentou os quatro princípios espirituais da cultura hindu que sempre vale relembrar: está aqui quem deveria estar; só acontece o que poderia ter acontecido; uma coisa quando termina, termina; uma coisa começa exatamente na hora que deveria começar. Ou seja, está sempre tudo certo, as aparentes imperfeições podem ser a própria perfeição do Universo Criador.

Com sua sabedoria inerente, aparente e contagiante, Dulce gostava de lembrar que nos tornamos melhor naquilo que treinamos mais (assista ao vídeo aqui), e isso aplica-se também aos níveis de consciência. Foi ela também quem me apresentou a cartografia da consciência, mas isso é assunto para o próximo post.

Dulce desafiava o método cartesiano como ninguém e fazia isso com uma ousadia e maestria que chamava a atenção. Para ela, cada aula era diferente e fluía de acordo com o campo da própria turma, fato que sempre acontece invariavelmente do professor. O que me chamava a atenção na sua forma de lecionar é que ela propositadamente priorizava o fluxo de acordo com o campo da turma muito mais do que a linearidade do conteúdo, e isso nos fazia sentir protagonistas do próprio ensino e facilitava a profundidade da aprendizagem de modo que era impossível não sair de um encontro com ela no mínimo um pouco mais lúcido e consciente, senão quando com o sentimento de ter sido tocado e eternamente transformado.

Dulce fez a passagem em 2017, mas você pode desfrutar de insights profundos em seu livro Superdicas Para Administrar o Tempo e Aproveitar Melhor a Vida.

Minha eterna gratidão e reverência à mestra.