Carl Jung: mitologia e símbolos

Carl Gustav Jung pode ser considerado o primeiro psicólogo transpessoal. Ex-discípulo de Freud, Jung questionou os fundamentos filosóficos da Psicologia Ocidental, a visão de Descartes e Newton, e foi além em seus estudos e teorias, incluindo os aspectos não racionais e não lineares da psique, o misterioso, o criativo e o espiritual, formas holísticas-intuitivas de conhecimento. 

Para Jung, o inconsciente não seria um mero depósito psicobiológico de tendências instintivas reprimidas, como afirmava Freud. Ele seria um princípio ativo inteligente, que em sua profundidade, ligaria o indivíduo à toda a humanidade, à natureza e ao cosmos. Ele não seria governado apenas pelo determinismo histórico, mas também por uma ânsia evolutiva, com uma função projetiva e teleológica. Na visão Junguiana, a terapia consiste em estar junto ao cliente para iluminar os aspectos sombrios e potencializar os aspectos saudáveis.

Partindo da biografia do inconsciente, Jung chegou aos padrões de criação dos mitos, lendas e símbolos universais, aos quais ele deu o nome de arquétipos e que expressam, de forma simbólica, conteúdos psíquicos de significação emocional universal. Os mitos podem ser considerados revelações originais da psique pré-consciente, afirmações involuntárias sobre acontecimentos psíquicos.

Dentro do tema de mitos e símbolos, o facilitador Manoel Simão nos introduziu às potencialidades da imaginação ativa e visualização criativa, e os símbolos como ferramentas de revelações originais da psique, como por exemplo, a relação de subir a montanha com ascensão, entrar na caverna com a interioridade, água com emoção, fogo com transcendência, grama com a continuidade da vida e tudo aquilo que desabrocha com tudo o que floresce dentro de nós. Manoel convidou a cada um do grupo a escrever seu próprio mito pessoal e em seguida a contar a história aos colegas. Apesar de parecer simples, foi uma vivência forte, que tocou profundamente e trouxe muitos insights sobre a história de cada um. Nesta prática, foi possível vivenciar o potencial e a riqueza dos símbolos e mitos como ferramentas de autoconhecimento.

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Sobre o Autor

Sandrine Swarowsky
Sandrine Swarowsky

Desde que fui morar na Grécia em 2008, uma série de mestres e sincronicidades me despertaram para a dimensão espiritual. Isso me levou a uma crise vocacional e a partir disto a buscas que me levaram a um encontro extraordinário: o encontro comigo mesma, uma semente que venho cultivando e que vem crescendo e que, como toda grande colheita, é para ser compartilhada! Saiba mais em Autora.