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Consciência

5 lições que a série “O Começo da Vida” nos ensina

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Com participação de Gisele Bündchen, especialistas e pais de diferentes nacionalidades, documentário que virou série no Netflix destaca a importância da vida intra-uterina e dos primeiros anos de vida das crianças para formar adultos melhores, e consequentemente, uma sociedade mais inteira, humana e amorosa.

Um dos maiores avanços da neurociência é a descoberta de que os bebês são muito mais do que uma carga genética. Ou seja, “quando você dá atenção ao começo da história, ela pode mudar por inteiro”. É esta ideia que inspira o documentário “O Começo da Vida”, dirigido por Estela Renner e produzido pela Maria Farinha Filmes.

O longa que virou série de seis episódios no Netflix mostra por que o amor e o carinho são tão fundamentais na criação dos filhos e a importância da primeira infância – da gestação até os 7 anos de vida – e dos relacionamentos que acontecem nessa fase para o desenvolvimento de cada ser humano.

Confira abaixo algumas lições preciosas que o O Começo da Vida nos ensina:

1. Bebês não são uma folha em branco

Há quem ainda acredite que os bebês chegam ao mundo como uma folha em branco e que todos os seus aprendizados dependem exclusivamente dos estímulos que recebem. Porém, de acordo com a psicóloga Alisson Gopnik, professora da Universidade de Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, “quando o bebê nasce, ele já possui algum aprendizado, pois eles começam a aprender desde o momento em que estão no útero materno”. As conexões cerebrais até os seis meses de idade podem ocorrer de forma muito rápida. Andrew Meltzoff, Pesquisador e PhD da Universidade de Washington afirma que “os seres humanos aprendem mais – e mais rápido – da gestação aos três anos do que em todo o resto de suas vidas.”

2. Investir na primeira infância é investir na sociedade como um todo

O Amor é uma parte importante da economia. Quando investimos na primeira infância, estamos investindo na sociedade como um todo, e se mudamos o começo da história, mudamos a história toda para melhor.

De acordo com o Portal Bebê, um levantamento sobre o aumento das matrículas de pré-escolares em 73 países concluiu que cada dólar empregado na primeira infância representa um aumento de 6 a 17 dólares nos salários no futuro – o que pode contribuir para um mundo mais igualitário. “O capital humano que a mãe investe na criança é uma parte importante da economia e que normalmente não é reconhecido pela sociedade. Quanto mais se investe financeiramente na educação das crianças, o retorno volta no futuro. É tornar o cidadão mais produtivo e com isso há a redução da desigualdade social”, observa o economista americano James Heckman, que recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2000.

3. O pai é tão importante quanto a mãe

Muitas pessoas acham que na primeira infância a figura mais importante na vida de uma criança é a mãe. Por outro lado, o filme mostra que a presença e participação do pai é igualmente importante para o desenvolvimento saudável da criança.

4. Brincar é também aprender

As crianças aprendem, se desenvolvem e evoluem por meio da brincadeira. E não é preciso brinquedos sofisticados e pedagógicos, o que a criança precisa é de tempo livre para criar coisa novas e desenvolver a imaginação. Quando a criança brinca com o que está disponível no ambiente natural dos pais, por exemplo, naturalmente ela associa diferentes objetos e a partir deles cria algo novo.

5. Todos são responsáveis pelo desenvolvimento das crianças

Embora a função da escola é ensinar, a responsabilidade de educar é dos pais, e eles são os primeiros professores da criança neste sentido. Porém, não são apenas os pais e escolas que são responsáveis por formar um ser humano. Parentes, instituições e governos também têm o dever de proporcionar condições para que não só as crianças mas também seus cuidadores possam se desenvolver.  Legislações em vigor na Finlândia, em que a licença-maternidade é maior e que também os pais contam com licença-paternidade, são exemplos de um país e um governo que estão muito a frente do seu tempo, com uma visão muito mais ampla e consciente, e que sabem o retorno econômico e social que terão a longo prazo.

Fica o convite para refletir: estamos cuidando bem dos primeiros anos de vida, que definem tanto o presente quanto o futuro da humanidade? Se mudamos o início da história, podemos mudar a história toda.

Assista ao trailer do filme:

Assista ao documentário completo

Assita a série no Netflix