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Transdisciplinaridade

Transdisciplinaridade: transcenda os paradigmas!

Há cerca de trezentos anos, começamos a escrever uma história de ensino que prioriza a Ciência, a união da razão (aquilo que é lógico) com a sensação (aquilo que se pode ver ou tocar) em detrimento de outras formas igualmente importantes, como a Arte (sentimento e intuição), Filosofia (pensamento e sentimento) e as Tradições Sapienciais (sensação e intuição).

Ao descartar parte das potencialidades inatas ao ser humano, semeamos gerações limitadas em sua forma de conhecer a si mesmo e o mundo. Para resgatar esta inteireza, surgiu a Transdisciplinaridade, o novo paradigma da educação que traz um novo olhar e resgata as formas de conhecer naturais do ser humano: a Razão, a Intuição, o Sentimento e a Sensação.

Diferente da multidisciplinaridade, que remete ao estudo de um objeto de uma mesma e única disciplina por várias disciplinas ao mesmo tempo, e da interdisciplinaridade, que se refere à transferência de métodos de uma disciplina para outra (seja num grau de aplicação, epistemológico ou de geração de novas disciplinas), a transdisciplinaridade indica aquilo que está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina.

“Para o pensamento clássico, a transdisciplinaridade é um absurdo porque não tem objeto. Para a transdisciplinaridade, por sua vez, o pensamento clássico não é absurdo, mas seu campo de aplicação é considerado como restrito. A pesquisa disciplinar diz respeito, no máximo, a um único e mesmo nível de Realidade; aliás, na maioria dos casos, ela só diz respeito a fragmentos de um único e mesmo nível de Realidade. Por outro lado, a transdisciplinaridade se interessa pela dinâmica gerada pela ação de vários níveis de Realidade ao mesmo tempo. A descoberta desta dinâmica passa necessariamente pelo conhecimento disciplinar. Neste sentido, as pesquisas disciplinares e transdisciplinares não são antagonistas, mas complementares.” (NICOLESCU, Basarab, O Manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo, Triom: 1999)
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