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Escolas da Psicologia: um olhar

É encantador observar a evolução de algumas Escolas da Psicologia na sua linha do tempo.

Desde as teorias da Psicanálise que começaram a desbravar o inconsciente, como origem e base de outras vertentes, incluindo os próprios discípulos de Sigmund Freud, entre eles Carl Jung, que a partir dela vieram ampliar a Psicologia com novos olhares.

A Comportamental, como uma das formas de olhar a natureza animal condicionável do ser humano, incluindo a teoria de reforço positivo e reforço negativo, inevitavelmente utilizada consciente ou inconscientemente por todos nós no dia-a-dia.

O salto da Psicologia Corporal, a abordagem humana que busca compreender o ser vivo como uma unidade de energia que contem o psiquismo (mente) e o soma (corpo), estudando as manifestações da mente sobre o corpo e do corpo sobre a mente, ressaltando a capacidade do ser humano de regular sua energia, e consequentemente seus pensamentos e emoções, para conquistar uma vida mais saudável. A integração do corpo à Psicoterapia, a interelação entre pensamento e emoção, a teoria do Orgone e as técnicas criadas para dissolução das couraças musculares podem ser consideradas um dos grandes saltos da Psicologia fundamentados por Wilhelm Reich.

Por sua vez, o Psicodrama parece ser o próprio retrato de uma sociedade em cima do palco, apontando para os nossos fragmentos como as diversas máscaras que vestimos e papéis que o ego assume em diversas circunstâncias. Vale observar a capacidade de integração destes fragmentos através da representação e da interpretação, que nos remonta às origens do teatro e da dramatização, possibilitando um novo olhar sobre si mesmo, como forma de autoconhecimento e cura.

Dentro do Psicodrama, a ênfase ao aqui e agora, que também está presente na Gestalt, que por sua vez se direciona à abordagem holística, onde não se pode ver a parte sem ver o todo.

Por fim, a Psicologia Transpessoal que vai além ao incluir as dimensões imanentes e transcendentes da experiência humana e o desenvolvimento dos nossos maiores potenciais enquanto ser humano.

Nesta viagem a algumas Escolas, me chama a atenção o quanto a espontaneidade caminha junto com a integralidade psíquica, visto que parece ser o bloqueio da espontaneidade, seja em qual momento do processo de individuação ele se dá, um dos gatilhos importantes que levam à fragmentação, couraças, neuroses e aos desequilíbrios psíquicos. E que por vezes, a busca pela integração pode se revelar um caminho que leva a transcendência.

Carl Rogers dizia que a cura consiste em remover as travas para que o ser humano venha a ser o que é, e que esta cura também acontece por meio da interação, ou seja, do encontro com o outro.

Acredito que independente das Escolas da Psicologia, é encantador quando se amplia o olhar para a percepção de que curar a si mesmo é também curar o outro, e que ao facilitar a cura do outro, você está também curando a si mesmo. E que este processo parece ser contínuo, ele também acontece no seu encontro com o outro todos os dias, o tempo todo, independente da sua área de atuação.

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